Depois de ter estado on-hold por algumas horas, o Corona Open J-Bay iniciou o primeiro de 10 heats que faltavam realizar no round 2.

As ondas estavam difíceis e inconsistentes para os primeiros heats, tendo melhorado ao longo do dia. O primeiro confronto juntava dois australianos, o rookie Ethan Ewing e Owen Wright. O goofy, Owen, encontrou dificuldades para fazer o tipo de notas que lhe são hábito. “Big O” liderou o heat todo mas deixou a porta aberta para Ewing passar o seu primeiro heat do ano no CT. No entanto Ethan parece estar com dificuldade em “entrar”. O campeão mundial júnior esperou muito e apanhou ondas erradas, até que finalmente mostrou um pouco da sua “magia”, recebendo 7.33, o que o deixou a precisar de apenas 5 pontos para passar. A partir daí não entrou mais qualquer onda de consequência, deixando o mais jovem surfista do tour com mais um 25º lugar.

O heat seguinte foi bastante polémico pois numa das suas ondas Kolohe Andino foi “mais ou menos” dropinado por um bodyboarder. Andino meteu-se num tubo no fim da onda que nunca sabemos se teria saído ou não se não fosse o seu “amigo” a partilhar a onda. No fim do heat o seu adversário, Jadson André, deu um bom tubo de backside para virar o resultado enquanto que o californiano acabou por pedir uma repetição do heat, algo que não aconteceu.

Alguns heats mais tarde Filipe Toledo mostrou que devia estar em todas as listas de favoritos. O brasileiro estava no round 2 mas aparentava estar ao lado de John John Florence a nível de performance. Quem pagou caro pela forma deste surfista foi Kanoa Igarashi que, apesar de ter dado vários tubos, não conseguiu responder e acabou combinado.

Frederico Morais estava no último heat da fase, contra Ian Gouveia. Apesar de ser uma bateria do round 2, muito estavam em jogo para estes rookies. Depois alguns resultados fracos, o brasileiro ficou em 9º lugar em Fiji, o que o aproximou do português. 1.200 pontos separavam estes dois surfistas, que era menos que a diferença de pontuações garantidas para o que avançasse.

Ian abriu o heat com uma longa onda  e alguns snaps e pauladas fortes, mas faltaram as manobras críticas e apenas conseguiu fazer 6 pontos. Kikas respondeu com uma onda mais curta mas com algumas manobras no lip e curvas de rail, para receber 5.5, apesar de ter feito 1/3 do número de manobras dos seus adversários. Na onda seguindo Gouveia deu duas batidas a projectar muita água e acabou com o reentry no lip para receber 7 pontos e deixar Morais a precisar de 7.5. O brasileiro fez mais onda com várias manobras fortes e se tivesse conseguido sair bem do tubo que fez no fim poderia ter melhorado o seu back up.

A onda que Frederico apanhou de seguida não era fácil de surfar mas o luso fez vários carves, algumas batidas no lip e finalizou com um reentry para conseguir a nota de 7.17, ficando aí a precisar de 5.85. A troca de ondas seguinte foi interessante já que Ian apanhou uma onda maior e deu duas manobras fortes mas a “correr” enquanto que Morais apanhou uma mais pequena mas que permitiu usar o rail, e fazer boas sequencias de manobras. O veredicto foi um 7 para Gouveia e 8, e a liderança para Morais, que deixou o seu adversário a precisar de 8.17 faltando a 8 minutos do fim.

Ian mostrou o “síndrome de rookie” apanhando uma onda que nunca lhe daria a nota, deixando Frederico no line up sozinho. O actual 18 do ranking podia ter esperado por Gouveia no pico para garantir a prioridade no próximo 7 mas arriscou e não conseguiu melhorar a sua posição. A 40 segundos do fim o brasileiro apanhou outra onda mas não conseguiu fazer nem perto do que precisava e o surfista de Cascais passou mais um heat, garantindo assim uma vaga no round 3!

Acompanha a evolução  desta prova em directo AQUI!

 

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