Depois de 5 dias à espera que as condições melhorassem, o Hurley Pro finalmente arrancou. Mas não foi um arranque fácil já que os dois primeiros heats foram tão inconsistentes que foram reiniciados ao fim de 10 minutos.

As ondas rondavam um metro nos sets e como sempre as direitas tinham mais potencial enquanto que as esquerdas ofereciam menos secções verticais.

O primeiro grande heat do dia foi o 5º, onde se encontravam Ítalo Ferreira, John John Florence e o wildcard Hiroto Ohhara. Ferreira liderou quase toda a bateria, com Florence e Hiroto bem ao alcance e nas últimas trocas de ondas o havaiano mais uma vez mostrou o que vale e roubou o primeiro lugar.

A bateria seguinte quase começou com uma interferência pois Ian Gouveia, Jordy Smith e Evan Geiselman fizeram-se todos à mesma onda. Por sorte ninguém foi “marcado” e quando Jordy encaixou uma série de manobras poderosas numa direita recebeu uma nota de 9.5 e eventualmente venceu a bateria.

Também Filipe Toledo mostrou que é um dos candidatos à vitória e numa direita com um grande aéreo e uma série de curvas de rail fez também uma onda excelente e bateu Joan Duru e Leonardo Fioravanti, que também fizeram muito bom surf.

Frederico Morais competia no heat 11 do round 1, contra Kolohe Andino e Jack Freestone. Jack foi o primeira a abrir “as hostilidades” com uma esquerda onde encaixou um reverse arriscado e mais algumas manobras para conseguir 5.17. Enquanto isso Andino apanhava tudo o que se mexia mas não pontuava acima dos 2 pontos. Kikas, como já nos tem habituado, esperou pela onda certa e encheu-a de grandes carves, terminando com algumas batidas e um reentry poderoso, para abrir com uma nota de 9.47.

Na onda seguinte vinha Jack que abusou muito na primeira manobra, com um grande snap layback, apesar de não ter encaixado as seguintes manobras tão bem como o luso e recebeu apenas 7.17. Freestone não parou de fazer ondas mas simplesmente não estava a “linkar” bem as manobras e não melhorou posição. Andino fez a sua primeira onda boa a 12 minutos do fim e mesmo sendo uma má escolha o local fez manobras fortes para fazer uma nota de 6.40, ficando a precisar de 5.95, enquanto que Morais precisava de 2.87 para passar para a frente.

Apesar de ter apanhado um close out e ter tentado um aéreo reverse, Frederico foi muito paciente e a 10 minutos do fim tinha a primeira prioridade, o que lhe permitiu escolher qualquer onda que entrasse no line up. A 7 minutos do fim apanhou uma onda que era um pouco mais rápida e só lhe permitiu fazer três manobras, mas foi um bom snap no lip, um floater para passar a secção e uma finalização explosiva para receber 5.43 e a liderança. Entretanto Jack precisava de uma nota de 7.74 e Kolohe de 8.51. Infelizmente para eles não surgiram mais ondas de consequência e o português garantiu mais uma vitória, passando directamente para o round 3!

As grandes surpresas do dia aconteceram no fim. A prova entrou no round 2 e os wildcards trabalharam bem. Tudo começou com floridiano Evan Geiselman, que fez o seu melhor heat de sempre no Championship Tour para eliminar um surfista que há um par de meses estava no topo do ranking, Matt Wilkinson. As linhas suaves do nipónico Hiroto Ohhara foram fatais para o vencedor da primeira etapa do ano, Owen Wright, que também foi eliminado. No heat seguinte Ethan Ewing fez todos os erros possíveis num heat muito parado contra Joel Parkinson mas, mesmo assim, vence uma bateria pela segunda vez este ano!

Acompanha a evolução desta prova em directo AQUI!

 

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