Mesmo num ano atípico, Frederico Morais conseguiu destacar-se e vencer a sua terceira Liga MEO Surf. Vindo de uma vitória no special event da WSL, MEO Portugal Cup of Surfing, onde bateu na final o campeão mundial em título, Kikas dirigiu-se à praia que o viu crescer, o Guincho, com o objectivo de fechar o ano com a chave de ouro, garantir o título nacional.

No Bom Petisco Cascais Pro Frederico precisava de chegar às fases finais e acabar à frente de Vasco Ribeiro e Afonso Antunes, os outros dois candidatos ao título nacional. O mais novo do trio, Afonso, acabou por perder no round 2 da prova mas continuou a obrigar Vasco a chegar às meias finais e Frederico à final para o superar.

O dia final de prova teve ondas de meio metro com vento leve off-shore na praia do Guincho. A última bateria do round de 16 podia ter tido implicações na disputa pelo título pois reunia Vasco Ribeiro e Frederico Morais e dois surfistas da nova geração, Daniel Nóbrega e Lourenço Sousa. Foi uma bateria muito disputada até Ribeiro começar a fugir com a liderança com algumas direitas bem surfadas e finalizadas com manobras muito fortes. Já Morais espremeu bem um par de esquerdas e conseguiu garantir o segundo lugar, deixando os groms a precisar de notas bem acessíveis para dar a volta ao resultado mas sem oportunidades para o fazer, acabando ambos eliminados.

Seguiram-se os quartos de final masculinos e Frederico Morais apagou a prestação menos impressionante da fase anterior com a melhor onda da prova até aí, uma longa direita cheia de carves, recebendo 9.25 na primeira onda e 7.65 na segunda, para bater Guilherme Ribeiro, que também começou com uma onda incrível. Para fechar a fase Vasco Ribeiro superou Guilherme Fonseca por muito pouco para avançar para as mias finais e deixar Afonso Antunes fora da disputa pelo título.

Depois de Luís Perloiro bater Halley Batista na primeira meia final, Vasco e Frederico competiram por uma vaga na final e, mais importante, o título nacional de 2020. Morais foi o primeiro a surfar, fazendo logo duas ondas com várias manobras, conseguindo 5 pontos na segunda. Kikas continuou a trabalhar enquanto que Vasco foi mais selectivo, ficando a aguardar por ondas com mais potencial, uma decisão bastante arriscada pelo facto da maré estar a encher. Quando finalmente veio o set, Vasco estava fora do pico onde as ondas quebraram e foi o seu adversário quem apanhou a primeira e melhor onda, garantindo 7.75 pontos com duas manobras enquanto que Ribeiro teve de espremer bem a onda seguinte para receber 6 pontos e ficar com um requisito de 6.76 a menos de 10 minutos do fim. Debaixo da prioridade de Vasco, Frederico aumentou a sua média, e deixou-o a precisar de uma nota de 7.51 a menos de 5 minutos do fim e sem prioridade. A situação não mudou mais e Frederico saiu da água como tricampeão nacional, um feito muito especial para fechar mais um ano incrível na sua carreira!

 

 

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