Foi um dia longo para o único português em prova no Hang Loose Pro Contest, o último QS6000 de 2016, e terminou com Frederico Morais a garantir um excelente 5º lugar!

Desde o QS3000 que venceu na Martinica no início do ano, e à parte do QS da Costa Rica, Frederico Morais tem tido resultados menos positivos para a sua campanha. Mas no Brasil o surfista do Guincho estava novamente naquela zona em que tudo parecia alinhado para um resultado histórico. Sem dúvida que acabou por ser, mas quem assistiu às suas prestações sabia que Morais merecia mais!

No seu heat do round 5, realizado pela manhã, e um round que em termos de pontos era de grande importância para Morais pois seria após este que Morais começaria a amealhar pontos significativos para melhorar o seu ranking no QS, o surfista do Guincho mostrou-se irrepreensível. Uma escolha de ondas perfeita e o surf que o mundo já conhece garantiram-lhe um sólido primeiro lugar deixando Jadons André e Richard Christie a batalhar pelo segundo. Na sua melhor onda, Morais usou o seu preciso o poderoso backside attack para encaixar três rasgadas muito power e, no inside, encaixar mais umas manobras e garantir uma nota na casa dos sete pontos.

Morais encontrava-se assim no round men on men, e cada heat que passasse seria cada vez mais crucial para ajudar na sua qualificação para o CT. Obviamente que sendo este um QS6000, o ideal, além da óbvia vitória, seria que Morais se garantisse na final ou nas meias-finais, o que o deixaria numa posição excelente para o Hawaii…. E lá, já todos sabemos do que o Rookie da Triple Crown de 2013 é capaz…

Já nos oitavos de final, Morais abriu bem frente ao peruano Juninho Urcia graças a um 6.67, mais uma vez fazendo uso do seu power de backside para encaixar três manobras sólidas no outside e mais uma no inside. Entretanto o Peruano foi melhoranda o seu score a cada onda que surfava, e a 10 minutos do final encontrava-se à frente do heat graças a uma esquerda muito trabalhada com várias manobras, o que lhe valeu um 6.17. Morais necessitava de um 5.10 e, sem periodirade, encontrou uma direita.

Depois de um forte carve, deu um reentry poderoso na junção para depois trabalhar até ao inside onde a onda mudou para a esquerda. Morais puxou novamente do backside attack e encaixou três poderosas rasgadas e um fist pump pois era inegável que esta seria a sua melhor onda! A nota saiu um 7.90 e acabaria por deixar Urcia a necessitar de uma nota na casa dos 8 pontos para bater o português até a buzina tocar!

O Hang Loose Pro Contest 30 Anos continuou sem abrandar, e Frederico Morais voltou a entrar passado umas horas para defrontar, novamente, Jadson André, com que tinha competido (e vencido) no seu primeiro heat desta manhã. No round anterior, Jadson tinha eliminado o ex-campeão do mundo Adriano de Souza graças a uma nota quase perfeita, um 9.67, mas todos sabemos que nesta fase não há heats fáceis, muito antes pelo contrário!

A primeira onda sólida de Morais nos quartos de final seria para a direita onde depois de duas rasgadas, o surfista do Guincho aplicaria um forte reentry na junção para amealhar um 5.07, numa altura em que Jadson faria a sua melhor nota, um 6.33.

Passava metade do heat que caso vencesse lhe daria a sua melhor pontuação deste ano no QS, e Morais precisava de um 5.94 pontos. Esta foi uma fase do heat em que Morais, sem prioridade, se manteve muito activo apanhando várias ondas com a esperança que alguma deles lhe permitisse aplicar o surf que até aqui tinha mostrado. Estávamos numa altura em que as ondas boas eram escassas e dificeis de encontrar, mas a 10 minutos do fim Jadson encontrou uma esquerda onde explodiu com um poderoso reentry blow tail 180 entrando depois a onda na zona sem força mas que o brasileiro passou até chegar ao inside e dar uma rasgada rápida e uma paulada no shorebreak. Sem dúvida que seria uma boa nota mas o 8.83 que o brasileiro recebeu deixou alguns sobrolhos no ar… incluíndo os nossos!

Morais ficava assim numa situação de combinação (de 15.17 pontos) com sete minutos para o final mas rapidamente saíria dessa situação graças a um 5.43. Os últimos minutos não poderiam ser mais irritantes pois à parte de algumas ondas sem potencial para ambos os surfistas, não houve mais nenhuma hipótese para o português que sem dúvida que, por toda a brilhante prestação que até aqui tinha tido, merecia pelo menos mais uma hipótese de tentar alcaçar as meias finais. O oceano assim não o quis e Morais terminaria o último QS6000 do ano com um excelente 5º lugar e 2650 pontos.

Morais irá assim juntar 1600 pontos aos seus 7460, o que o colocará na casa dos quase 9000 pontos (9060 para sermos precisos). Isto deverá catapultá-lo para 26º, 27º ou 28º (consoante os resultados de Jadosn André e Griffin Colapinto que se encontram ambos nas meias finais) do ranking QS.

Obviamente que todos sabemos que no Hawaii tudo é possível, principalmente porque falamos de dois QS10.000, mas chegar à meca do surf mundial com este ranking do QS é sem dúvida um grande boost de confiança!!!

De relembrar que o Hawaiian Pro começa já no dia 12 de Novembro!

 

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