Como esperado, o segundo dia do Billabong Tahiti Pro amanheceu com condições de sonho comparadas com o dia anterior e, de acordo com as previsões e a WSL, estas serão, a par com as condições de amanhã, Domingo, as melhores do período de espera. E foi por isso mesmo que o call de que o evento acabará amanhã foi dado, excepto se por algum milagre a previsão para o fim do período de espera se altere.

À espera desta madrugada no Tahiti estava um país inteiro, não (só) para ver se as condições de sonho sempre se materializaram mas para ver o seu herói nacional, Frederico Morais, em mais um heat. Apesar de uma demonstração de power surf surpreendente ontem, o português não passou o heat e foi por isso que foi quem abriu as hostilidades neste segundo dia do Billabong Tahiti Pro.

A lutar com Morais por um lugar no round 3 estava Nat Young, surfista que este ano não se requalificou para o CT mas que era o primeiro a ser chamado caso algum surfista do CT faltasse a uma etapa. Geralmente o primeiro alternate acaba por fazer, se não todas, quase todas as etapas pois há sempre algum surfista da elite que, geralmente por lesão, tem de faltar a uma ou mais etapas. Foi por isso que Nat Young ainda não falhou uma única etapa da CT este ano, e agora com a lesão de Slater que, segundo se fala só o deixará voltar ao tour para Pipeline, Young irá competir em todas as próximas etapas.

O heat começou lento, muito lento, pois, apesar de não existir pitada de vento e da direcção do swell estar mais propicia para os canudos tahitianos funcionarem, os sets teimavam em não entrar. Foi só depois de um restart e de mais quatro minutos que foi surfada a primeira onda, ainda com o sol a nascer, e esta surfada pelo português mas que infelizmente foi uma onda que não deu para mais do que um drop.

Mas Morais não perdeu tempo e agarrou logo uma no segundo seguinte para dar um tubo curto mas largo e que lhe valeu um 4.50 pontos. Seguiu-se Nat Young que por qualquer razão caiu no drop, perdendo a prioridade. Morais fez uso da sua prioridade para agarrar a sua terceira onda e encaixar em mais um cilindro que apesar de ser mais pequeno que o anterior foi mais comprido.

E ainda nem tinha dado vinte braçadas e o português já estava dentro de mais um tubo, este novamente na secção conhecida por west bowl e que dá os tubos mais curtos mas mais largos e pesados. As notas saíram um 4.43 e um 3.17, e Nat Young, entretanto, apanhava um closeout.

Até que o americano resolver acordar e apanhou a maior onda do heat, encaixou na perfeição e saiu para celebrar aquela que foi a melhor onda do heat até ao momento, um 6.67 pontos, e acabaria por ser a melhor. Foi depois a vez de Young de apanhar uma outra onda mal chegou lá fora, onde deu um tubo pequeno mas suficiente para empurrar Morais para segundo pois recebeu um 4.07, deixando o surfista do Guincho a necessitar de um 6.25 a quinze minutos do final.

Nos minutos seguintes Young entreteve-se a tentar melhorar a sua posição com ondas no inside, enquanto Morais esperava por um set. Foi a 11 minutos do final que Morais apanhou uma nova onda mas a que não era tubular o suficiente para Morais produzir o score que precisava, recebendo um 2.50 e continuando a necessitar de um 6.25.

Morais apanhou depois duas ondas que eram tubos compridos mas infelizmente demasiado rápidos para o deixar sair, enquanto Young segurava a sua prioridade à espera de uma onda do set.

Infelizmente para Morais e para todos nós, o mar resolveu adormecer novamente e o surfista do Guincho viu assim a sua prestação no Billabong Pro Tahiti terminada! Apesar de ter perdido, Morais não deixa de estar de parabéns pois na verdade apenas entrou uma onda boa neste heat e que acabou por defini-lo, e essa foi Young quem a apanhou pois tinha prioridade no momento.

O Billabong Pro Tahiti continuará noite fora pois espera-se terminar todo o round 2 e ainda avançar o máximo possível do round 3. Como sabes, podes assitir a tudo ao vivo AQUI.

 

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