Fanning e Moore vencem Trestles e passam a camisolas amarelas!

publicado há 1 ano por 0

Mick Fanning usou o seu surf seguro e uma escolha de ondas intocável para garantir a vitória e a licra amarela.
Mick Fanning usou o seu surf seguro e uma escolha de ondas intocável para garantir a vitória e a licra amarela.

Temos dois novos lideres do CT após a etapa na onda mais performance do mundo!

O último dia do Hurley Pro Trestles foi um dia lento, não pelos surfistas mas pela inconsistência das ondas. Mas com o período de espera a terminar, era esta a melhor “janela” para realizar os heats que faltavam quer do masculino quer do feminino.

Toledo vs Parko era o primeiro heat do dia, e primeiro dos quartos de final. Parko, que vinha a mostrar o melhor surf este ano nesta etapa, pareceu não conseguir a mesma fluidez dos heats anteriores, enquanto Toledo continuou o seu ataque às paredes de Trestles. E o brasileiro venceu Parko no seu próprio jogo, o power surf. A sua melhor onda foi uma combinação explosiva de quatro carves perfeitos e com essa fechou as portas ao australiano.

Joel Parkinson não mostrou o ritmo que o levou até aos quartos de final e foi eliminado por Toledo.

Joel Parkinson não mostrou o ritmo que o levou até aos quartos de final e foi eliminado por Toledo.

De Souza eliminou Wiggolly Dantas num heat em que este último pareceu, talvez pela primeira vez desde que está no Tour, com pouco ritmo de vencedor, enquanto Fanning e Medina eliminaram Buchan e Young sem dificuldades.

Estavam encontrados os semi-finalistas e possíveis três nomes para agarrar a licra amarela, sinónimo de número um do ranking. A primeira meia final foi muito renhida mas o conhecimento de onda De Souza, aliado ao seu surf explosivo garantiram-lhe a magra vitória sobre Toledo, e a garantia que só Fanning, caso não perdesse na meia final seguinte, lhe poderia roubar o spot de número um do mundo.

Toledo usou mais o power surf que o surf áereo no últimodia.

Toledo usou mais o power surf que o surf áereo no último dia.

A segunda meia final era mais um heat de gigantes, Medina vs Fanning. Fanning voltou a ser cirúrgico na escolha das melhores ondas, que em dias de pouco swell é ainda mais crucial, e uma vez nelas, aplicava as suas combinações de blow tails com carves muito apertados para garantir notas excelentes. Neste heat garantiu dois noves deixando Medina em combinação. O brasileiro respondeu com dois oitos altos mas insuficientes para avançar para a final.

Medina fez uso da esquerda para tentar bater Fanning mas não conseguiu garantir o luga na final.

Medina fez uso da esquerda para tentar bater Fanning mas não conseguiu garantir o luga na final.

Quem ganhasse a final seria então líder do ranking e vestiria a camisola amarela na próxima etapa, em França. Independentemente do resultado, o facto de De Souza estar na final já ajudava em muito a possibilidade de ser campeão do mundo pois, depois de um início de ano fenomenal (3º, 2º e 1º), teve alguns deslizes que caso não tivesse tido poderiam ajudar a garantir o título por antecipação. Assim, deixou porta aberta, e Toledo, Fanning, Wrigth, Wilson, Slater e Medina entraram na luta. Com uma final garantida, Fanning tornava-se ainda mais forte na luta pelo título pelo que a vitória seria crucial para ambos.

A vitória acabou por ser decidida graças ao 9.77 de Fanning que tinha Mike Parsons como “arma secreta”. Parson é um dos maiores estudiosos das condições (além de um “maluco” das ondas grandes) e Trestles foi onde tirou o Doutoramento, por isso são vários os prós do CT que neste etapa lhe pedem ajuda para “ler” as condições. Este ano, Parson ajudou também Nat Young e Kolohe Andino, além de Fanning, o que não foi fácil quando Andino e Fanning calharam juntos no round 3.

(O 9.77 de Fanning na final)

Com esse 9.77, Fanno deixou de Souza em combinação, e apesar de ter conseguido sair desta perto do final do heat graças a um 9.07, a verdade é que o surf do brasileiro, neste heat, parecia lento e um pouco “desengonçado” comparado com o do australiano. Com pouca oportunidade de ondas excelentes, o tempo acabou, e Fanning venceu o Hurley Pro Trestles e garantiu a liderança do mais importante circuito de surf do mundo.

40 minutos antes da vitória de Fanning, Carissa Moore sagrava-se campeã do Swatch Women’s Pro, vitória com a qual passava também para liderança do ranking. Em segundo ficou a sul-africana Bianca Buitendag. Com este resultado, Moore melhorou muito as suas hipóteses de alcançar o tão desejado título mundial.

(Resumo da

Final Feminina)

O CT masculino seguirá agora para França de 6 a 17 de Outubro mas muitos dos surfistas deste tour têm presença marcada em Portugal já daqui a dois dias. Isto pois começará o Portuguese Wave Series na terça-feira dia 22 de Setembro com o SATA Azores Pro, QS10.000. Cerca de uma semana depois, teremos mais um QS10.o00 em águas portuguesas mas desta vez na linha do Estoril, o Allianz Billabong Pro. A fechar esta espécie de “Triple Crown Portuguesa”, conhecida como Portuguese Wave Series, estará o CT em Peniche, o MOCHE Rip Curl Pro Portugal, que este ano será mais tarde – de 20 a 31 de Outubro – que nos anteriores e que é também a penúltima etapa do CT.

Já as girls seguirão também para Portugal mas já para uma etapa do CT, o Cascais Women’s Pro. Esta começará já na terça-feira, dia 22 de Setembro, e contará com a presença da portuguesa Teresa Bonvalot como wildcard!

Preparem-se pois Portugal vai ter aquele mês do melhor surf do mundo!

 

Comentários