O oitavo dia do Rip Curl Pro Bells Beach começou com dois “confrontos de gigantes”, as meias-finais femininas. O mar estava maior que no dia anterior e as condições aparentemente mais perfeitas, mas em algumas marés as secções manobráveis escasseavam.

Carissa Moore é conhecida por ser a surfista que deita mais água nas manobras e usou essa fórmula para ficar com a liderança do heat. Ficou-lhe a faltar no entanto uma segunda nota sólida, deixando assim uma porta aberta para Sally Fitzgibbons lhe roubar um lugar na final. No fim do heat, Sally ainda apanhou uma onda boa mas conseguiu transformá-la na nota que precisava, deixando Carissa “escapar”. O heat seguinte foi menos equilibrado, mais ondas foram surfadas e Tyler Wright fez alguns dos carves mais fortes do evento, eliminando assim a 5x campeã do mundo, Stephanie Gilmore. Umas horas mais tarde, depois de terminado o round 5 dos homens, realizou-se a final feminina, uma repetição do ano passado. E, tal como no ano passado, Carissa Moore saiu mais uma vez vencedora, disparando no primeiro lugar que já ocupava.

O primeiro heat da longa “maratona” que seria este dia foi uma bateria “Brasil VS Brasil”, Adriano de Souza contra Gabriel Medina. O veterano brasileiro e campeão em título desta etapa, Adriano, não viu cores nem bandeiras neste heat e atacou deste os primeiros segundos. “Mineirinho” está num pico de forma incrível e “desenhou” alguns dos carves mais fortes da sua carreira no WCT. Quando Gabriel começou a fazer as suas ondas já estava a precisar de grandes médias e apesar de ter respondido bem o seu adversário continuou a crescer e venceu.

Depois de Kelly Slater ter derrotado Adam Melling num heat “morno”, aconteceu o momento mais controverso do campeonato. Jordy Smith estava no seu melhor mas Julian Wilson não lhe ficou atrás, trocando grandes notas entre os dois. Smith parecia estar a surfar mais de rail enquanto que Wilson respondia com curvas mais apertadas e igualmente expressivas. No fim, Jordy precisava de uma nota quase perfeita e parece ter feito tudo o que era possível. A sua primeira manobra foi um grande carve, seguido de uma batida a soltar e inverter a prancha toda. Depois de mais algumas rasgadas terminou a onda com um aéreo reverse e três dos júris consideraram a onda perfeita e deram o 10. Mas outros dois deram 9,7 e 9,8, ficando assim com a média de 9,93, menos 0,04 do que precisava.

Já nos quartos de final Joel Parkinson não precisava de muito para roubar a liderança do ranking das mãos de Gabriel Medina, mas foi “traído” por Julian Wilson em grande forma. No heat anterior também John John Florence tinha afastado um candidato à liderança, Kelly Slater, enquanto que Taj Burrow travou Adriano de Souza e Mick Fanning eliminou Owen Wright.

Nas meias finais estavam dois veteranos contra dois membros mais recentes do tour, Taj Burrow contra John John Florence e Mick Fanning contra Julian Wilson. A experiência contou mais e tanto Taj como Mick avançaram para a final. Fanning, que venceu pela primeira vez em Bells em 2001, como wildcard, estava imparável e venceu enquanto que Burrow fez a melhor onda mas não conseguiu fazer um bom back up.

Com esta vitória Fanning subiu oito posições no ranking, encostando-se a Joel Parkinson que se encontra em segundo lugar atrás do líder, Gabriel Medina. A próxima etapa é o Billabong Rio Pro, no Brasil, realizado entre 7 e 18 de Maio.

 

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