Os primeiros minutos do primeiro heat do main event do Billabong Pro Tahiti confirmaram as expectativas formadas nos últimos dias seriam concretizadas. As ondas estavam enormes e perigosas mas não chegavam ao tamanho da famosa sessão “Code Red”, permitindo que a prova avançasse. E a total ausência de vento, que se verificou nos primeiros heats, fazia lembrar a mítica sessão de Laird Hamilton no final dos anos 90.

Fazer manobras era algo impossível neste dia mas além dos tubos os competidores tinham potencial de pontuação ao completar os drops mais críticos no “west bowl”. Kelly Slater foi o primeiro a abrir as “hostilidades”, atirando-se de cabeça em algumas das mais pesadas ondas que apareceram e vencendo com facilidade, enquanto que os seus adversários ainda estavam a “testar” as condições.

Nem todos os heats tiveram o mesmo nível de acção pois as pausas entre os sets chegavam a ser grandes, mas quando a ondulação “pulsava” as ondas não paravam de entrar. Um dos melhores heats do dia foi o 5º, que defrontava Adrian Buchan, Joel Parkinson e Nathan Hedge. Os três conseguiram notas de 9 pontos, tendo sido o wildcard, Hedge, o primeiro a pontuar. Mas quando veio um set perfeito Joel e Adrian aproveitaram bem. Buchan fez o impossível, foi apanhado pela “foam ball” (o fundo do tubo) e conseguiu sair, garantido assim uma vitória no primeiro round do campeonato que venceu em 2013.

No último heat da primeira fase John John parecia ter a vitória garantida pois, graças a duas ondas impressionantes, tinha os seus adversários combinados faltando pouco mais de 10 minutos para acabar o heat. Mas em Teahupoo tudo pode acontecer e as duas últimas ondas de Kai Otton foram as melhores do heat, garantindo-lhe assim a surpreendente vitória.

Tiago Pires competiu no heat 8 contra Nat Young e CJ Hobgood. Nat foi o mais competitivo dos três, apanhando uma série de ondas logo no início enquanto que CJ e Saca foram mais selectivos. Mas, graças a um erro de CJ, conseguiu apanhar uma das melhores e fazer a sua nota excelente. Saca apanhou quatro ondas mas nenhuma delas dava para estar fundo no tubo e as notas excelentes não saíram. Hobgood só apanhou uma onda e conseguiu a nota de 8.27, mas foi parar à repescagem juntamente com o português.

Ainda se realizaram dois heats do round 2, o que culminou na eliminação do wildcard Taumata Puhetini e Adriano de Souza face a Joel Parkinson e Nathan Hedge. Taumata sofreu um enorme wipeout e acabou no hospital enquanto que Adriano foi vítima de uma nota 10 de Hedge, a única do dia.

Heats do round 2
Heat 3: Josh Kerr (AUS) vs. Mitch Coleborn (AUS)
Heat 4: Jordy Smith (ZAF) vs. Brett Simpson (USA)
Heat 5: John John Florence (HAW) vs. Raoni Monteiro (BRA)
Heat 6: Bede Durbidge (AUS) vs. Glenn Hall (IRL)
Heat 7: Julian Wilson (AUS) vs. Tiago Pires (PORT)
Heat 8: Fredrick Patacchia Jr. (HAW) vs. Aritz Aranburu (ESP)
Heat 9: C.J. Hobgood (USA) vs. Travis Logie (ZAF)
Heat 10: Miguel Pupo (BRA) vs. Mitch Crews (AUS)
Heat 11: Sebastian Zietz (HAW) vs. Alejo Muniz (BRA)
Heat 12: Matt Wilkinson (AUS) vs. Adam Melling (AUS)

(A nota 10 de Nathan Hdge)

Comentários

Um comentário a “Condições épicas em Teahupoo | Billabong Pro Tahiti | Dia 4”

  1. cesar diz:

    Muito estranho, aos meus olhos, este 10. Medina me parece ter surfado varias ondas de forma mais interessante que esta e não tirou nenhum 10. Acho que a subjetividade na avaliação do surf é muito alta. (apenas opinião)