O Quiksilver Pro France é considerado um dos eventos mais “duros” de ser director de prova. Neste caso quem assumiu essa posição nos últimos anos foi o ex-top do WCT francês, Miky Picon, um surfista que além de ter estado no World Tour por um total de três anos foi por diversas vezes wildcard nesta prova. O seu grande desafio é “gerir” as condições que alteram-se drasticamente com pequenas oscilações nas marés. Neste últimos anos Picon teve grandes momentos e outros menos bons, mas o dia 6 do Quiksilver Pro de 2013 ficará marcado como um momento alto da história deste evento.

Mais uma vez as ondas passavam os dois metros, com aquelas condições típicas dos beach breaks franceses, bons tubos muito perto de terra. Infelizmente muitos desses tubos não tinham saída e nem os melhores surfistas do mundo conseguiam encontrar a porta. No entanto, quando conseguiam, era depois de andar por muitos metros dentro destes salões verdes, e notas excelentes foram a norma a partir do quarto heat.

Um dos melhores heats dia foi o quinto, em que os dois havaianos, John John Florence e Sebastian Zietz, disputaram a liderança onda a onda. Florence além de ter dado dois bons tubos deu um incrível snap layback com uma das suas recuperações como se nada fosse, e no fim Zietz perdeu a precisar de uma onda de 7 “e picos”.

Mick Fanning por momentos viu a sua corrida pelo título posta em causa quando o seu adversário, o marroquino Ramzi Boukhiam, deu um tubo para a esquerda que lembrou Pipeline e recebeu uma nota de 9.17. Fanning respondeu com um tubo de frontside e um bom alley oop noutra onda para agarrar a liderança. Enquanto isso o melhor surfista marroquino de sempre esperou por uma segunda boa onda mas ela não apareceu e assim Mick escapou a uma derrota muito cedo no evento.

Por falar em alley oop, o “rei dos alley oops”, Filipe Toledo deu um tão alto e rodou tanto que parecia estar a caminho de uma rotação de 720º (ao contrário da de Fanning que nem 180º rodou no ar). Depois de aterrar ainda deu um reentry como ponto de exclamação e juntando este 9.97 a um bom tubo que tinha dado mais cedo deixou o “local boy” Jeremy Flores completamente combinado.

Uns heats mais tarde dois companheiros de equipa faziam mais uma grande disputa, Julian Wilson e Miguel Pupo. O brasileiro surfou muito mas quando caiu na sua terceira manobra numa das sua melhores ondas hipotecou a sua vitória. Já Wilson fez um heat sólido e o seu enorme Slob Air foi um dos momentos do dia.

A maré entretanto ficou muito cheia para os surfistas do WCT, mas não para os futuros surfistas deste tour que se encontram em França para disputar o Quiksilver King of the Groms e deram um show de surf durante algumas horas. Perto do fim do dia realizaram-se os dois heats que faltavam da terceira fase e ainda o primeiro do round 4.

Um bom tubo, seguido de um alley oop, uma batida, um snap e um air reverse, tudo na mesma onda, acabaram por dar uma vitória muito merecida de Gabriel Medina “em cima” Adrian Buchan logo na primeira bateria do fim de tarde.

Já o primeiro heat do round 4, e o último dia, foi o melhor do campeonato e um dos melhores do ano. A meio do heat Taj Burrow parecia ter o heat ganho com dois longuíssimos tubos de frontside cujas notas combinadas deram de 17.50. Enquanto isso Joel Parkinson já contava com um “high 9″ e agarrou a liderança com um 8, tudo fruto de longos tubos. Mas havia um terceiro australiano nesta disputa, Kai Otton, que mesmo de backside deu os dois tubos mais longos do heat e assim virou o heat no fim com a incrível média de 19.17.

Assim terminou um grande dia de competição e é provável que Quiksilver Pro France regresse amanhã para mais um dia de surf high performance. Acompanha tudo em directo AQUI!

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