Foi o dia de muitas decisões e surpresas!

Quando começou o último dia do Vans World Cup of Surfing muito estava em jogo para vários dos 32 surfistas que restavam no último evento Prime do ano!

O grande milagre, ou talvez não depois do que se viu em Haleiwa, foi mesmo do local Dusty Payne, que com um brilhante segundo lugar viu-se novamente no WCT em 2015. De relembrar que este surfista quase não teve acesso aos eventos Prime pelo que quando começou a perna havaiana estava bem no fim da tabela do top 100 e, para um surfista nesta posição, o sonho de se qualificar para o WCT, no caso de Payne de se requalificar, só é possível com duas presenças irreprenssíveis nessas etapas. E Payne fez isso mesmo pois, depois de vencer Haleiwa, garantiu, neste último dia, o segundo lugar em Sunset e protagonizou assim o milagre que procurava: garantir-se na elite do surf mundial em 2015.

Na grande final, Payne apenas perdeu para o  power house Michel Bourez que encontrou nas paredes de Sunset verdadeiras autoestradas para cravar o seu rail, assim como o melhor tubo da final. Uma demonstração de power surf numa das ondas mais power do mundo, e que deu a Bourez a sua terceira vitória do ano (de relembrar que venceu dois WCTs este ano, Margaret River e o Billabong Rio Pro).

Na grande final em Sunset estavam ainda Sebastiaz Zietz (3º) e Ian Walsh (4º), mais dois surfistas locais, mas este não conseguiram, juntamente com Payne, garantir que a vitória ficasse em casa. Bourez senta-se agora em segundo lugar no ranking da Triple Crown Havaiana, logo atrás de Dusty Payne, e este título paralelo ao título mundial será decidido em Pipeline, última etapa do WCT e que como sabes tem três surfistas com potencial de serem campeões do mundo: Medina, Fanning e Slater. Payne terá acesso a esta etapa pois CJ Hobgood ainda não conseguiu recuperar a 100% da lesão que fez no pé durante o free surf no MOCHE Rip Curl Pro Portugal, pelo que não poderá competir.

Quem garantiu também a sua presença na elite em 2015, graças ao seu resultado neste último dia de competição, foram Matt Wilkinson, que terminou Sunset em 5º lugar, assim como Keanu Asing, que terminou esta etapa também em 5º lugar. Estes surfistas juntam-se assim a Banting, Wilson, Melling, Wiggolly Dantas, Jadson André e Italo Ferreira como os que conseguiram a sua qualificação (ou reaqualificação para alguns) neste último Prime do ano.

Para Brett Simpson e Richard Christie, a sua qualificação para o WCT em 2015 poderá acontercer caso Wilson e André consigam um bom resultado em Pipeline e que lhes dê a qualificação para a elite via este circuito. O mesmo acontecerá com Tomas Hermes e Garret Parkes, caso Adam Melling e Matt Wilkinson consigam um bom lugar em Pipe que lhes garante a qualificação via WCT.

O Billabong Pipe Masters começa já dia 8 de Dezembro e, como já percebese, em jogo está além de um título mundial, a possível qualificação (ou requalificação) de vários surfistas para o WCT em 2015 (onde se inclui Tiago Pires).

 

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