O ISA World Surfing Games de 2019, realizado em Miyazaki, Japão, entrará para a história como a prova da International Surfing Association com mais surfistas de alto nível nos seus 40 anos de existência. Apesar de ser uma das associações mais antigas do meio do surf, foi, durante muitos anos, considerada como a principal prova para surfistas amadores enquanto que os profissionais competiam nas provas IPS/ASP/WSL, que ofereciam um circuito, prize money, visibilidade e mais credibilidade.

Algures nos anos 90 a ISA começou a aceitara surfistas profissionais e membros do Championship Tour foram marcando presença, mas nesta edição de 2019 a fasquia aumentou pois qualquer surfista que queira ter hipóteses de representar o seu país nos jogos olímpicos terá que marcar presença numa prova desta organização. Isso fez com que 8 dos 10 surfistas do top 10 do CT, Filipe Toledo, Kolohe Andino, Gabriel Medina, Jordy Smith, Owen Wright, Ítalo Ferreira, Kanoa Igarashi e Kelly Slater, se tenham juntado às suas equipas, além de muitos outros membros desta elite do surf mundial, como Julian Wilson, Ryan Callinan, Conner Coffin, Jeremy Flores, Joan Duru, Michel Bourez e Ricardo Christie também o terem feito.

Portugal também levou uma das melhores equipas de sempre, os três melhores classificados do ranking QS, Frederico Morais, Vasco Ribeiro e Miguel Blanco na categoria masculina e Teresa Bonvalot, Carol Henrique e Yolanda Hopkins na feminina. Enquanto que muitos competidores do evento masculino chegaram mais tarde ao Japão por terem competido na prova espanhola de 10.000 pontos no circuito QS, a feminina começou a avançar. Também esta está “carregada” de surfistas de renome, como Carissa Moore, Caroline Marks, Brisa Hennessy, Johanne Defay, Courtney Conlogue, Silvana Lima, Sally Fitzggibons e Stephanie Gilmore mas as portuguesas começaram muito bem no round 1. Teresa Bonvalot venceu o seu heat, deixando a principal ao prémio de rookie do ano da WSL, Hennessy, em segundo lugar a precisar de uma nota de 9.5 para a alcançar. Logo de seguida Carol Henrique e Yolanda Hopkins, que estavam no mesmo heat, não deram qualquer hipótese às suas adversárias e seguiram para o round 2.

A segunda fase da prova já não foi tão positiva, já que as três perderam os seus heats em 3º lugar, no caso de Teresa com uma interferência. Bonvalot entretanto já competiu no round 2 de repescagem, tendo vencido o seu heat com notas de 7.17 e 3.10.

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